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As Imagens e as Vozes da Despossessão: A Luta pela Terra e a Cultura Emergente do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra)

Língua:

Português (change language to English)

Esta página:

Cultura emergente por tipo de mídia -> Filmes 3 recursos (Editado por Else R P Vieira)

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Este recurso se encontra também em:

A luta pela terra: Despossessão, viagens, ocupação, despejo

Autor:

MST de São Paulo
(Editor do arquivo: Else R P Vieira. Reprodução autorizda pelo MST de São Paulo.)

Título:

Raízes da Terra

 

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Veja o trailer do filme em stand-alone player com uma conexão de Internet em banda larga alta.

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1. "Se nós pegarmos a constituição, no que se trata da questão do uso da terra no 185/186, o que diz o artigo? Primeiro a terra tem que estar produzindo, com no mínimo de 80% de produção. Além disso, ela tem que ter 20% de reserva natural e mais ainda tem que cumprir com as leis trabalhistas. Então, no nosso entendimento, pegando esta questão da função social da terra, se tiver um governo sério que faça isso, é possível fazer uma reforma agrária e é possível assentar todas as famílias Sem Terra não só aqui no Paraná mas em todo o Brasil., que são em torno de 4.8 milhões."

2. "É o seguinte: nós já pisamo na Terra Prometida. Por isso, companheirada, aqueles que já sujaram o pé desde a entrada da porteira até agora já pode ter certeza, pode se sentir dono da terra. Agora tem uma questão, companheirada, nós tem que organizar muito bem para que nós garanta esta terra."

3. "Olha, o Movimento para mim é qualquer coisa muito importante para o Brasil. Eu não vejo nenhuma política governamental que atue de forma muito séria nessa direção de resgate da cidadania, de luta pela cidadania. Porque, na realidade, é um Movimento que levou a uma tomada de responsabilidade das pessoas que nele participam."

4. "Aí começou as dificuldades, primeiro foi a falta de trabalho, de comida. A água era mais ou menos dois quilômetros longe do acampamento, tinha que buscar no balde. Muito complicado, esse sol quente, você chega sempre, os miolo cozinhando mesmo no sol, na quentura, é fogo mesmo!
Era um local longe, de acesso difícil, a cidade estava a 26 quilômetros, para pegar o ônibus era 12 quilômetros que você tinha de fazer a pé, passando por pistoleiro, então era um rolo muito grande."

5. "Tinha 220 famílias sem recurso, sem meio de vida, sem nada. Aí passei muita fome. Fome de chorar mesmo, todo mundo assim e não ter solução. A gente come caju, dava agonia, a gente chupava cana, mas não tinha jeito da gente aguentar a fome não."

6. "Todos os dias a gente não conseguia nem comer, dormir, as crianças não tinha nem a liberdade de dormir com eles atentando a gente. E no dia do despejo trouxeram cavalo, trouxeram cachorro, tudinho para massacrar a gente.....Tinha um baleador."

7. "Eu tenho ordens para cumprir e vou cumprir a qualquer custo. Eu cumpro ordens do meu superior."

Raízes da Terra
Este filme, produzido pelo MST, menciona, inicialmente, artigos da Constituição do Brasil que geram o entendimento dos Sem Terra de que os latifúndios não-produtivos não cumprem a função social da terra prevista em lei, mostrando, então, o processo de ocupação como forma de acesso à terra e de pressionar o governo a fazer uma reforma agrária. O fotógrafo de renome internacional, Sebastião Salgado, faz um depoimento acerca da importância do Movimento em termos de uma tomada de responsabilidade dos seus participantes, uma vez que o governo, até o momento, não se empenhou em resgatar a cidadania dos Sem Terra. Cenas e entrevistas diversas mostram as dificuldades da vida nos acampamentos, como a vulnerabilidade, constantes ameaças e um desconforto extremo. Paralelamente, são buscadas formas de organização de atividades culturais que resgatam as tradições do campo. Em momento marcante, o filme mostra uma cena de despejo dos Sem Terra acampados e o confronto com a polícia. A música “Acampamento”, composta e interpretada por Chico Buraque de Hollanda, assinala a transição para um novo momento, o da terra já conquistada e o reinício de uma nova vida nos assentamentos, em termos da produção e distribuição coletiva, do sistema de cooperativas, da organização social, da moradia e da educação para as crianças.

Data:

novembro de 2002

Recurso ID:

ROOTSOFT973

À Universidade da página bem-vinda de Nottingham

Vozes Sem Terra, site hospedado pela
Escola de Línguas Modernas
Universidade de Nottingham, Grã-Bretanha

Coordenadora do Projeto e Organizadora do Arquivo: Else R P Vieira
Produtor do Web site: John Walsh
Arquivo criado em janeiro de 2003
Última atualização: 02 / 16 / 2012

www.landless-voices.org